quinta-feira, 30 de outubro de 2008

My Northern Downpour

Se você pensa em mandar flores no meu enterro, adiante-se: prefiro recebê-las em vida.
Se você pensa em me dizer algo, adiante-se: não sei quanto tempo teremos.
Se você pensa em me aconselher, adiante-se: o erro está cada vez mais próximo.



Não é que ser romântico, ao extremo, não compense. É que dói. Você se torna melancólico e idealiza tudo. Você sabe o que vem depois, mas não consegue evitar. Não dá pra segurar aquele mar de pensamentos que te magoam tanto. Só sei que ser romântico mesmo, clássico e intenso, é difícil. Requer prática, tempo e dedicação. Gastei dezessete anos me aperfeiçoando e conhecendo os detalhes e males disso tudo. Por mais que eu tente fugir, não adianta. Você, simplesmente, não pode ser algo que não é. Você continua se controlando e esperando que todos te amem daquela mesma forma. É uma forma linda, perfeita. Não nego. Seria incrível se tudo fosse assim. Todo nascer de sol cor-de-rosa, todas as nuvens de algodão, todas as ondas azuis. Todas as promessas e flores e anéis e viagens e oceanos e olhares e sorrisos. Tudo que não foi feito ou dito. Tudo que se corrói, cedo ou tarde, lento ou rápido. Tudo que se apaga em mim. Mas dói. Como dói...
E daqui pra frente, se eu der as costas pro mundo, esquecer até de alguém especial, você vai entender que foi a decepção, a ausência, a eterna necessidade da presença. E mais uma manhã se sepulcra, agora. Lenta e triste. Sozinha. Mas dói. Como dói...

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•Northern Downpour - Panic! At the disco


If all our life is but a dream,
fantastic posing greed.
Then we should feed our
jewellery to the sea.
For diamonds do appear to be.
Just like broken glass to me.

Then she said she cant believe.
Genius only comes along in storms
of fabled foreign tongues.
Tripping eyes, and flooded lungs.
Northern Downpour sends its love.

Hey moon, please forget to fall down.
Hey moon, don't you go down.
Sugarcane in the easy morning.
Weathervanes my one and lonely.

The ink is running toward the page,
it's chasing off the days.
Look back at boat feet and that winding knee.
I missed your skin when you were east.
You clicked your heels and wished for me.

Through playful lips made of yarn that fragiled Capricorn
unravelled words like moths upon old scarves.
I know the world's a broken bone,
but melt your headaches call it home.

You are at the top of my lungs.
Drawn to the ones who never yawn.

Um comentário:

Pinto disse...

Adorei amiga! Como sempre escrevendo muito bem! Muuitas saudades
beeijos Pintinho